Governo prorroga concessão da Malha Oeste com a Rumo por 180 dias
Acordo emergencial de 180 dias visa realizar o acerto de contas entre a Rumo e o governo, suspendendo o transporte de cargas na ferrovia.
Pontos principais
- O governo federal e a Rumo firmaram um acordo para estender a custódia da Malha Oeste por 180 dias após o fim do contrato original.
- O período será utilizado para um 'Encontro de Contas' destinado a resolver passivos e créditos pendentes entre as partes.
- Durante a prorrogação, a ferrovia ficará inativa para transporte, focando exclusivamente em manutenção e preservação do ativo.
- A Rumo reportou uma provisão de R$ 2,88 bilhões no primeiro trimestre de 2026 relacionada a disputas de concessão.
- Analistas do mercado financeiro avaliam que a medida reduz incertezas sobre passivos, embora o impacto final dependa do acerto financeiro.
O governo federal e a concessionária Rumo estabeleceram um acordo para prorrogar por 180 dias a gestão da Malha Oeste, após o encerramento do contrato original na última terça-feira (30). A medida, que visa evitar a interrupção abrupta das responsabilidades sobre o ativo, estabelece um processo de 'Encontro de Contas' para sanar passivos e créditos pendentes. Durante este período, a ferrovia permanecerá inativa para o transporte de cargas, concentrando-se apenas em atividades de custódia e manutenção. A Rumo, que registrou uma provisão de R$ 2,88 bilhões no primeiro trimestre de 2026 referente a disputas de concessão, busca com o acordo reduzir incertezas operacionais. O mercado financeiro, incluindo instituições como Itaú BBA e Morgan Stanley, monitora o desfecho do acerto de contas, que definirá o impacto financeiro final para a companhia.
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