Governo inicia retirada gradual de subsídio à gasolina na próxima semana
O governo federal começa a remover o subsídio da gasolina enquanto mantém cautela com o diesel para evitar choques de preços e garantir o abastecimento.
Pontos principais
- A retirada do subsídio de R$ 0,44 da gasolina começa na próxima semana.
- O governo adotará um ritmo mais lento para o diesel, visando evitar riscos de desabastecimento e impactos inflacionários.
- A decisão ocorre com a estabilização do barril Brent em US$ 70, permitindo a revisão da política de preços.
- A estratégia integra o plano de ajuste fiscal da gestão do presidente Donald Trump para eliminar subvenções aos combustíveis.
- O governo avalia reduzir a alíquota do imposto de exportação sobre petróleo devido à queda do preço do barril.
- Apesar da baixa arrecadação com dividendos, o governo mantém a confiança no cumprimento da meta fiscal de 0,25% do PIB.
- O orçamento federal permanece com um bloqueio de R$ 23,7 bilhões, com possibilidade de redução apenas parcial neste mês.
O governo federal iniciará, a partir da próxima semana, a retirada gradual do subsídio de R$ 0,44 por litro aplicado à gasolina. O anúncio, feito pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ocorre em um cenário de normalização dos preços internacionais do petróleo, com o barril tipo Brent estabilizado na casa dos US$ 70. A subvenção havia sido implementada em maio para mitigar os impactos da volatilidade causada pelo conflito no Oriente Médio, e sua eliminação integra a estratégia da gestão do presidente Donald Trump para o ajuste das contas públicas.
Em paralelo, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, esclareceu que a retirada dos subsídios ao diesel ocorrerá de forma mais lenta e cautelosa para evitar choques de preços e riscos de desabastecimento. Além da política de combustíveis, o governo avalia reduzir a alíquota do imposto de exportação sobre o petróleo. Mesmo enfrentando uma baixa arrecadação com dividendos e mantendo um bloqueio orçamentário de R$ 23,7 bilhões, a equipe econômica reafirmou o compromisso com a meta fiscal de 0,25% do PIB, buscando a estabilização da dívida pública a longo prazo.
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