Estudo associa longos períodos sentado a maior risco de morte por câncer
Pesquisa com 91 mil pessoas indica que o sedentarismo prolongado eleva a mortalidade por câncer, mas pode ser mitigado com atividade física.
Pontos principais
- Estudo com 91 mil voluntários monitorados por acelerômetros associa sedentarismo à mortalidade por câncer.
- Cada hora adicional de inatividade diária eleva em 9% o risco de morte pela doença.
- Substituir uma hora de sedentarismo por atividade física reduz o risco em 12%.
- Especialistas sugerem que a inatividade pode causar inflamação crônica e disfunção endotelial.
- Interromper períodos de inatividade a cada 30 minutos é recomendado para mitigar danos à saúde.
Um estudo recente, que analisou dados de 91 mil voluntários monitorados por acelerômetros ao longo de uma década, reforçou a correlação entre o comportamento sedentário e o aumento da mortalidade por câncer. A pesquisa aponta que cada hora adicional de sedentarismo diário eleva em 9% o risco de morte, destacando que a forma como esse tempo é acumulado é tão relevante quanto a quantidade total. Embora o estudo não estabeleça uma causalidade direta, especialistas sugerem que a imobilidade prolongada pode contribuir para processos de inflamação crônica e disfunção endotelial no organismo. Para mitigar esses riscos, os pesquisadores recomendam a interrupção de períodos de inatividade a cada 30 minutos e a substituição de uma hora de sedentarismo por atividade física, o que pode reduzir o risco de mortalidade em 12%. Atividades leves, como tarefas domésticas, também são apontadas como estratégias eficazes para promover a saúde a longo prazo.
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