Plano Nacional de Mineração 2050 mira autossuficiência em fertilizantes
Governo federal lança plano para elevar participação em minerais críticos, reduzir dependência de fertilizantes e ampliar o setor mineral no PIB.
Pontos principais
- O plano visa reduzir a dependência de importação de fósforo e potássio de 87,3% para 34,9% até 2050.
- A meta é elevar a participação brasileira no mercado global de minerais críticos de 8,3% para 12,2%.
- O governo projeta aumentar a fatia do setor mineral no PIB de 3,3% para 4,8% com investimentos em pesquisa.
- O cronograma prevê reduzir o tempo médio de análise para requerimentos de extração de 1.563 para 780 dias.
O governo federal oficializou o Plano Nacional de Mineração 2050, estratégia do Ministério de Minas e Energia para consolidar o Brasil como um player central na cadeia de suprimentos global. Além de buscar elevar a participação nacional em minerais críticos para 12,2%, o plano estabelece metas ambiciosas para reduzir a dependência externa de fertilizantes, como fósforo e potássio, de 87,3% para 34,9%. A iniciativa também foca na eficiência operacional, propondo reduzir o tempo de análise de requerimentos de extração pela metade e elevar a participação do setor mineral no PIB para 4,8%. Para viabilizar essas metas, o governo planeja aumentar os investimentos anuais em pesquisa mineral para R$ 2,7 bilhões e implementar novas exigências para o fechamento de minas e recuperação de áreas degradadas, visando um desenvolvimento mais sustentável e competitivo para o setor.
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