BlackRock reduz recomendação para emergentes, mas mantém otimismo com Brasil
Gestora rebaixou mercados emergentes para neutro, mas mantém preferência pela América Latina e destaca o Brasil como player estratégico.
Pontos principais
- A BlackRock alterou a recomendação global de ações em mercados emergentes de 'overweight' para neutra.
- A gestora mantém a preferência por ativos na América Latina, classificando o Brasil como um mercado de papel estratégico.
- O país é visto como beneficiário de 'megaforças' globais, como inteligência artificial e transição energética.
- O Brasil possui vantagens competitivas no fornecimento de minerais críticos, alimentos e energia.
- Investimentos em infraestrutura no Brasil dependem de juros favoráveis e controle da inflação.
A BlackRock revisou sua estratégia global para mercados emergentes, reduzindo a recomendação de 'overweight' para neutra após um período de valorização. Apesar da cautela, a gestora mantém uma visão positiva para a América Latina, destacando o Brasil como um player estratégico diante das chamadas 'megaforças' globais, como a expansão da inteligência artificial e a transição energética. Segundo o estrategista-chefe para a região, Axel Christensen, o país detém vantagens competitivas essenciais no fornecimento de minerais críticos, energia e alimentos, sustentando o interesse de longo prazo.
O relatório ressalta que o crescimento econômico brasileiro permanece como um desafio estrutural para a próxima gestão a partir de 2027. Para a BlackRock, a viabilização de investimentos em infraestrutura no país está atrelada à manutenção de condições macroeconômicas favoráveis, com foco no controle inflacionário e na trajetória dos juros, enquanto a volatilidade política local é tratada como um componente esperado em mercados emergentes.
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