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BlackRock reduz recomendação para emergentes, mas mantém otimismo com Brasil

Gestora rebaixou mercados emergentes para neutro, mas destaca o Brasil como player estratégico em IA e transição energética global.

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Foto: InfoMoney
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02/07 às 14:45

Pontos principais

  • A BlackRock alterou a recomendação de ações em mercados emergentes de 'overweight' para neutra.
  • O Brasil é apontado como beneficiário de 'megaforças' globais, como inteligência artificial e transição energética.
  • O país possui vantagens competitivas no fornecimento de minerais críticos, alimentos e energia.
  • O crescimento econômico brasileiro ainda é considerado um desafio para o próximo governo a partir de 2027.
  • Investimentos em infraestrutura no Brasil dependem de juros favoráveis e controle da inflação.

A BlackRock revisou sua estratégia para mercados emergentes, reduzindo a recomendação de 'overweight' para neutra após um período de forte valorização no primeiro semestre. Apesar da cautela global, a gestora mantém uma visão positiva para o Brasil, identificando o país como um player estratégico diante das chamadas 'megaforças' globais, que incluem a expansão da inteligência artificial, a transição energética e a reorganização geopolítica. Segundo Axel Christensen, o Brasil detém vantagens competitivas essenciais no fornecimento de minerais críticos, energia e alimentos, fatores que sustentam o interesse de longo prazo da gestora.

Contudo, o relatório aponta que o crescimento econômico brasileiro permanece como um desafio estrutural para a próxima gestão a partir de 2027. Para a BlackRock, a viabilização de investimentos em infraestrutura no país está diretamente atrelada à manutenção de condições macroeconômicas favoráveis, com foco no controle inflacionário e na trajetória dos juros. A volatilidade política local foi minimizada pela gestora, sendo tratada como um componente esperado dentro do contexto de mercados emergentes.

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