Artistas australianos protestam contra plano que permite mineração de dados por IA em troca de investimentos bilionários em infraestrutura.
Uma nova proposta enviada ao gabinete australiano gerou forte reação de artistas e detentores de direitos autorais no país. O plano visa atrair mais de US$ 50 bilhões em investimentos estrangeiros para a construção de data centers, oferecendo como contrapartida a flexibilização das leis de copyright para permitir que empresas de inteligência artificial minere dados protegidos. Para mitigar os impactos, o governo sugere a criação de um fundo anual de US$ 350 milhões destinado à compensação dos criadores. O senador David Pocock criticou duramente a iniciativa, descrevendo-a como um 'acordo sujo' que sacrifica a propriedade intelectual em nome do desenvolvimento tecnológico. A classe criativa mantém pressão sobre o governo, exigindo garantias de que a legislação atual não será enfraquecida para favorecer o treinamento de modelos de IA, levantando um debate global sobre a ética no uso de dados para o avanço da tecnologia.
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