Ibovespa fecha abaixo de 172 mil pontos com cautela fiscal
O índice recuou pelo terceiro dia seguido, pressionado por incertezas fiscais, alta do dólar e possível interferência na política de preços da Petrobras.
Pontos principais
- O Ibovespa encerrou o pregão com queda de 0,20%, atingindo 171.688,61 pontos.
- O dólar superou a marca de R$ 5,21 em meio à cautela dos investidores com o cenário fiscal brasileiro.
- Declarações de Magda Chambriard sobre possível redução no preço da gasolina geraram receio de interferência política na Petrobras.
- O menor apetite estrangeiro por mercados emergentes e o foco de Wall Street em tecnologia pressionam a bolsa local.
O Ibovespa registrou sua terceira queda consecutiva, encerrando o pregão abaixo dos 172 mil pontos. O desempenho negativo reflete um ambiente de cautela no mercado doméstico, impulsionado por incertezas fiscais e pela valorização do dólar, que ultrapassou R$ 5,21. Além disso, a sinalização da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sobre uma possível redução nos preços da gasolina trouxe à tona temores de investidores quanto a uma eventual interferência política na gestão da estatal. O cenário é agravado pela redução do fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes, enquanto o otimismo em Wall Street permanece concentrado no setor de tecnologia, diminuindo o interesse por bolsas com forte exposição a commodities. A combinação desses fatores mantém a pressão vendedora sobre os ativos brasileiros no curto prazo.
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