Suspeita de atentado a bomba em Mônaco é encontrada morta na Ucrânia
Anastasiia Berezovska, procurada por um ataque a bomba contra um empresário ucraniano em Mônaco, foi encontrada morta perto de Kiev com ferimentos de bala.
Pontos principais
- Anastasiia Berezovska era a principal suspeita de um atentado com pacote-bomba ocorrido em junho em Mônaco.
- O ataque teve como alvo o empresário Vadym Yermolaiev e deixou três pessoas feridas.
- O corpo de Berezovska foi localizado nos arredores de Kiev com um ferimento de bala na cabeça.
- Dois homens foram detidos pelas autoridades ucranianas em conexão com o homicídio da suspeita.
- Um dos presos é um oficial da inteligência militar da Ucrânia (HUR) e o outro é um ex-agente da lei.
- O oficial da inteligência confessou o crime, alegando ter agido por iniciativa própria.
- O empresário alvo do atentado em Mônaco enfrenta sanções do governo ucraniano por atividades comerciais na Crimeia.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) confirmou a localização do corpo de Anastasiia Berezovska, de 39 anos, encontrada morta com ferimentos de arma de fogo na cabeça nas proximidades de Kiev. Berezovska era alvo de um mandado de busca internacional emitido pelas autoridades de Mônaco, sendo apontada como a principal suspeita de um atentado com pacote-bomba ocorrido em 29 de junho em um hotel do principado. O ataque, que deixou três pessoas feridas, tinha como alvo o empresário ucraniano Vadym Yermolaiev, figura que atualmente enfrenta sanções do governo da Ucrânia devido a operações comerciais realizadas na Crimeia.
Em desdobramento rápido das investigações sobre a morte da suspeita, as autoridades ucranianas efetuaram a prisão de dois homens. Entre os detidos está um oficial da inteligência militar da Ucrânia (HUR) e um ex-agente da força policial. Segundo informações preliminares divulgadas por órgãos locais, o oficial da inteligência confessou a autoria do homicídio, sustentando a tese de que teria agido por iniciativa própria, sem ordens superiores. O caso gerou repercussão internacional, especialmente após o príncipe Albert II de Mônaco ter classificado o atentado original como um crime grave contra a segurança do principado.
O episódio conecta dois cenários distintos de violência: o atentado contra o oligarca em solo europeu e a execução sumária em território ucraniano. Enquanto as autoridades de Mônaco buscavam a extradição de Berezovska para responder pelo ataque ao hotel, a investigação sobre sua morte agora se concentra em determinar as motivações exatas dos executores e se houve, de fato, uma ação isolada ou uma tentativa de queima de arquivo. O caso permanece sob rigorosa apuração pelas forças de segurança da Ucrânia, que buscam esclarecer as circunstâncias que levaram ao desfecho fatal da principal peça do inquérito internacional.
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