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Suspeita de atentado a bomba em Mônaco é encontrada morta na Ucrânia

Anastasiia Berezovska, procurada por ataque em Mônaco, foi achada morta perto de Kiev; dois homens foram presos sob suspeita de homicídio.

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Foto: G1 Mundo
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07/07 às 08:32 · atualizado 12:45

Pontos principais

  • Anastasiia Berezovska era a principal suspeita de um atentado com pacote-bomba ocorrido em 29 de junho em um hotel de Mônaco.
  • O ataque teve como alvo o empresário ucraniano Vadym Yermolaiev e deixou três pessoas feridas.
  • O corpo de Berezovska foi localizado nos arredores de Kiev com ferimentos de arma de fogo na cabeça.
  • Dois homens foram detidos pelas autoridades ucranianas, incluindo um oficial da inteligência militar (HUR) e um ex-agente da lei.
  • Investigadores rastrearam transferências financeiras via criptomoedas feitas pelos detidos para as contas da vítima.
  • Os suspeitos mantinham contato frequente com Berezovska após seu retorno à Ucrânia antes do crime.
  • O oficial da inteligência confessou o crime, alegando ter agido por iniciativa própria.
  • O empresário alvo do atentado em Mônaco é alvo de sanções do governo ucraniano devido a atividades comerciais na Crimeia.

Anastasiia Berezovska, de 39 anos, foi encontrada morta nas proximidades de Kiev, na Ucrânia, dias após se tornar o centro de uma investigação internacional. Ela era a principal suspeita de ter orquestrado um atentado com pacote-bomba em um hotel de Mônaco no final de junho, que resultou em ferimentos a três pessoas, incluindo o empresário ucraniano Vadym Yermolaiev. O caso gerou repercussão imediata no principado, com o príncipe Albert II condenando o ato como uma grave violação da segurança local.

As autoridades ucranianas confirmaram que o corpo de Berezovska apresentava ferimentos de bala na cabeça. Em desdobramento rápido, o Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) efetuou a prisão de dois homens suspeitos de envolvimento no homicídio. Entre os detidos está um oficial da agência de inteligência militar do país (HUR) e um ex-agente policial. Além da confissão do oficial, que alegou ter agido por iniciativa própria, os investigadores identificaram que os suspeitos mantinham contato frequente com a vítima após seu retorno ao país. O rastreamento de transferências financeiras via criptomoedas realizadas pelos detidos para as contas de Berezovska tem sido um elemento central para estabelecer a conexão entre os envolvidos.

A morte de Berezovska encerra prematuramente a busca internacional por uma das figuras centrais no ataque em Mônaco, mas abre novas frentes de investigação sobre as motivações por trás do atentado e do subsequente assassinato. O alvo do ataque original, Vadym Yermolaiev, é uma figura controversa, sendo alvo de sanções por parte do governo ucraniano devido a conexões comerciais mantidas na região da Crimeia. As autoridades locais seguem apurando as circunstâncias que conectam o atentado no principado à execução da suspeita em solo ucraniano, analisando se o crime foi motivado por queima de arquivo ou disputas financeiras.

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