Economia brasileira deve desacelerar no segundo semestre de 2026
Impacto de juros elevados e riscos climáticos freiam o crescimento, mas mercado de trabalho resiliente sustenta o consumo das famílias.
Pontos principais
- A economia brasileira perde ritmo no segundo semestre de 2026 após um início de ano forte impulsionado pelo agronegócio.
- Juros elevados restringem o crédito e a atividade econômica, com projeção de taxa terminal de 13,75% pela Suno Research.
- A resiliência do mercado de trabalho atua como fator de sustentação para o consumo das famílias diante da desaceleração.
- Pressões inflacionárias no setor de serviços e efeitos climáticos do El Niño limitam novos cortes na taxa Selic.
- A proximidade das eleições gera volatilidade cambial e maior cautela de investidores, que privilegiam a renda fixa.
A economia brasileira enfrenta uma trajetória de desaceleração para o segundo semestre de 2026. Após um primeiro semestre favorecido pelo desempenho do agronegócio, o cenário atual é pressionado pela política monetária restritiva, que encarece o crédito e limita a expansão da atividade econômica. O economista Gustavo Sung destaca que a taxa terminal de juros, projetada em 13,75%, reflete a necessidade de controle inflacionário, especialmente diante da persistência dos preços no setor de serviços e dos riscos climáticos associados ao El Niño. Apesar do cenário desafiador, a resiliência do mercado de trabalho tem sido um pilar fundamental para manter o consumo das famílias. Paralelamente, o ambiente político eleitoral tem elevado a volatilidade cambial, levando investidores a adotarem uma postura de maior cautela e a priorizarem ativos de renda fixa em suas alocações.
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