A economia brasileira enfrenta uma perspectiva de desaceleração para o segundo semestre de 2026, segundo projeções da economista Alessandra Ribeiro. Embora o país tenha iniciado o ano com um crescimento de 1,1% no PIB, impulsionado pelo consumo das famílias e pelo desempenho da agropecuária, a manutenção de uma política de juros restritivos pelo Banco Central deve reduzir o ritmo da atividade econômica nos próximos meses. O cenário é agravado por incertezas geopolíticas no Oriente Médio, que elevam os custos de frete e pressionam a inflação de bens industrializados.
Apesar dos desafios, o setor de serviços, responsável por 70% do PIB, continua a atuar como um suporte fundamental para a economia. Paralelamente, a indústria extrativa, com destaque para petróleo, gás e minério de ferro, mantém resultados positivos. Contudo, o setor agropecuário enfrenta riscos climáticos decorrentes do El Niño, que podem impactar a produção no final de 2026 e ao longo de 2027.
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