Com prejuízo bilionário e alta alavancagem, a Raízen inicia plano de recuperação extrajudicial enquanto o Citi revisa recomendação para suas ações.
A Raízen encerrou o quarto trimestre do ano fiscal de 2026 com um prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões, pressionada por provisões de impairment de R$ 22,5 bilhões acumuladas ao longo do ano. O cenário de deterioração financeira elevou a dívida líquida da companhia para R$ 58,2 bilhões, resultando em uma alavancagem de 5,2 vezes o Ebitda. Diante desse quadro, a empresa anunciou um plano de recuperação extrajudicial, medida que levou o banco Citi a colocar suas ações em revisão. Apesar das dificuldades, o segmento de distribuição de combustíveis destacou-se positivamente, registrando um crescimento de 60% no Ebitda ajustado, impulsionado por um mercado mais racional no Brasil e ganhos operacionais na Argentina. Em contrapartida, a unidade de açúcar, etanol e bioenergia sofreu com a queda na produtividade agrícola e a pressão nos preços das commodities, agravando a situação financeira da companhia.
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