Entidades ambientais questionam a constitucionalidade da lei de Mato Grosso que restringe a pesca e impacta a subsistência de pescadores artesanais.
Organizações ambientais, lideradas pelo Formad, solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) celeridade no julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade que contestam a chamada Lei Cota Zero em Mato Grosso. A legislação, composta pelas leis estaduais 12.434/24 e 12.197/23, impõe restrições severas ao transporte e à comercialização de pescados no estado sob o argumento de preservação ambiental. Contudo, os coletivos argumentam que a norma carece de eficácia na proteção da fauna e gera graves danos socioeconômicos às comunidades tradicionais.
A relevância do caso reside no impacto direto sobre a subsistência dos pescadores artesanais, que enfrentam dificuldades de acesso a auxílios pecuniários devido a critérios rigorosos, como exigências de escolaridade. Segundo dados da WWF-Brasil, o prejuízo anual na Bacia Hidrográfica do Alto Paraguai chega a R$ 33,89 milhões. Até o momento, o governo de Mato Grosso não se manifestou sobre as denúncias apresentadas pelas entidades.
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