Michelle Bolsonaro deixa PL Mulher, mas mantém pré-candidatura ao Senado
Após deixar a presidência do PL Mulher por atritos internos, Michelle Bolsonaro mantém sua pré-candidatura ao Senado, embora aliados de Flávio Bolsonaro classifiquem o movimento como um blefe.
Pontos principais
- Michelle Bolsonaro oficializou sua renúncia à presidência do PL Mulher após divergências com o senador Flávio Bolsonaro.
- A ex-primeira-dama foi convencida por aliadas a não se desfiliar do Partido Liberal, mantendo sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal.
- Valdemar Costa Neto atuou como mediador para conter a crise interna e preservar a unidade do partido visando as eleições de 2026.
- Michelle justificou o afastamento do cargo administrativo pela necessidade de priorizar cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
- O PL Mulher, sob gestão de Michelle, registrou expansão e aumento de candidatas eleitas nas eleições municipais de 2024.
- Aliados de Flávio Bolsonaro interpretam a postura de Michelle como uma estratégia política ou blefe, sem intenção real de desistência.
- A cúpula do PL busca reorganizar a estratégia eleitoral e mediar atritos familiares para evitar desgastes na composição das chapas para 2026.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro oficializou sua saída da presidência do PL Mulher, decisão comunicada após reuniões com o presidente da legenda, Valdemar Costa Neto. O movimento, motivado por divergências estratégicas com o senador Flávio Bolsonaro e descontentamento com ataques a aliados, gerou inicialmente especulações sobre sua desfiliação. No entanto, após articulação de aliadas, Michelle decidiu permanecer no Partido Liberal e manter sua pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal para as eleições de 2026. A ex-primeira-dama reforçou que, embora permaneça na vida pública, dedicará parte de seu tempo aos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nos bastidores do PL, a movimentação é vista com cautela. Aliados do senador Flávio Bolsonaro interpretam as declarações de Michelle sobre uma possível desistência da disputa como uma estratégia política ou um blefe, avaliando que a intenção de concorrer ao Senado permanece firme. Esse cenário de incertezas internas tem gerado debates sobre a composição das chapas para o pleito, forçando a cúpula do partido a intensificar a mediação dos atritos familiares para evitar que o desgaste público comprometa a coesão do grupo político no cenário nacional.
Durante sua gestão à frente do braço feminino do PL, Michelle consolidou a expansão do grupo e o aumento do número de candidatas eleitas em 2024, pautando valores conservadores. Enquanto o partido trabalha para conter os danos da crise interna e reorganizar a legenda, a permanência de Michelle é vista como um ponto de estabilidade para os planos eleitorais da sigla. A liderança do PL segue monitorando o impacto dessas tensões nas articulações para 2026, buscando equilibrar as ambições individuais com a estratégia coletiva do partido.
Fontes primárias
Nota de Michelle Bolsonaro sobre saída da presidência do PL Mulher (íntegra)
Em nota, Michelle Bolsonaro comunica que, "após muito refletir" com o marido, se reuniu com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, na tarde de 30/06, e informou sua decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para se dedicar "integralmente" aos cuidados com o marido e a filha. Ela agradece à vice-presidente Priscila Costa e às dirigentes estaduais e municipais, destaca a expansão do movimento sob sua gestão e defende maior presença de mulheres nas esferas de poder. A nota não menciona a pré-candidatura ao Senado nem a crise com o senador Flávio Bolsonaro.
Nota de Valdemar Costa Neto sobre a saída de Michelle Bolsonaro do PL Mulher
Em nota à imprensa após reunião com Michelle, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declara que ela "fez um excelente trabalho à frente do PL Mulher mas, nesse momento, decidiu deixar a presidência nacional [...] porque fez a opção de concentrar suas atividades em cuidar do nosso presidente", pedindo que a decisão seja respeitada. Ele diz que Michelle "passa por um momento difícil" e sente de perto as "injustiças e angústias" de Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar.
Comentários
Carregando comentários...
