Luiz Marinho critica política de juros após desaceleração no emprego
Ministro do Trabalho aponta juros elevados como entrave para contratações após o país registrar o menor saldo de vagas formais para maio desde 2020.
Pontos principais
- O Brasil criou 72.960 vagas formais em maio, o menor resultado para o mês desde 2020.
- Luiz Marinho atribui a desaceleração do mercado de trabalho aos juros altos, tensões geopolíticas e tarifas comerciais dos EUA.
- O ministro contesta a visão do Banco Central de que o aquecimento do mercado de trabalho representa um risco inflacionário.
- Marinho defende que a atual política monetária inibe investimentos e limita a capacidade de expansão das empresas brasileiras.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, intensificou as críticas à política monetária do Banco Central após a divulgação de dados que mostram uma desaceleração na criação de empregos formais em maio. Com a abertura de 72.960 postos, o resultado foi o mais baixo para o período desde 2020. Segundo o ministro, o patamar elevado da taxa de juros atua como um freio para o crescimento econômico, inibindo investimentos e dificultando novas contratações pelas empresas.
Marinho também refutou a preocupação do Banco Central com o aquecimento do mercado de trabalho, argumentando que a política atual prejudica o potencial de expansão do setor. Além dos juros, o ministro citou fatores externos, como as tensões no Oriente Médio e as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, como elementos que pressionam a economia brasileira e limitam o desempenho do mercado de trabalho nacional.
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