O aumento das exportações de carne para os EUA pressiona o custo de vida na Argentina e reduz o consumo local a níveis históricos.
O setor pecuário da Argentina tem redirecionado suas exportações de carne bovina para os Estados Unidos, impulsionado por um acordo que elevou a cota de importação isenta de tarifas para 100 mil toneladas anuais. A estratégia, incentivada pela gestão do presidente Donald Trump, torna o mercado americano mais atrativo que o chinês, reduzindo a oferta interna e elevando os preços para o consumidor argentino. Como resultado, o consumo per capita de carne no país atingiu o menor patamar em duas décadas, superando a capacidade de compra das famílias. Esse cenário cria um dilema político para o presidente Javier Milei, que enfrenta crescente insatisfação popular com o custo de vida elevado. Enquanto os EUA buscam suprir a escassez de seu rebanho local, o governo argentino tenta equilibrar a entrada de divisas estrangeiras com a necessidade de conter a pressão inflacionária sobre um item essencial da dieta nacional.
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