Relatório da XP aponta alta procura por short selling no varejo e na Azul, refletindo o pessimismo de investidores com esses setores.
O mercado de capitais brasileiro mantém um cenário de cautela, com investidores intensificando estratégias de short selling, prática que consiste no aluguel de ações para venda imediata com a expectativa de recomprá-las por preços menores. Segundo relatório da XP, a companhia aérea Azul (AZUL3) lidera a demanda por aluguel na B3, atingindo uma taxa de 49,7%. O setor de varejo também permanece sob forte pressão, com o Assaí (ASAI3) figurando entre os ativos com maior variação na procura por aluguel. Embora o volume financeiro total de posições em aberto tenha recuado para R$ 124,8 bilhões, o short interest mediano do Ibovespa avançou para 7,2%. Analistas utilizam métricas como o days to cover (DTC) e a taxa de aluguel para monitorar o sentimento do mercado, que sinaliza um ceticismo persistente em relação à recuperação financeira de empresas específicas listadas na bolsa.
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