Azul dispara após reestruturação, mas ações caem 11% e BBI eleva recomendação
As ações da Azul (AZUL53) dispararam após a saída da recuperação judicial nos EUA, mas caíram 11% no dia, com o Bradesco BBI elevando a recomendação para neutra.
Pontos principais
- As ações da Azul (AZUL53) subiram mais de 30% após a saída da recuperação judicial, porém fecharam em queda de 11,07% no dia da notícia.
- O Bradesco BBI elevou a recomendação da Azul de 'underperform' para 'neutra', com preço-alvo de R$ 273, após a conclusão do Chapter 11.
- A reestruturação financeira reduziu a dívida da companhia em US$ 2,5 bilhões, cortando pagamentos anuais de juros em mais de 50% e custos de arrendamento em um terço.
- A American Airlines e United Airlines investiram US$ 100 milhões cada, adquirindo 8% das ações da Azul, que também captou US$ 1,375 bilhão em Notas Seniors e US$ 950 milhões em aportes de capital.
- O banco projeta um crescimento mais moderado para o Ebitda da Azul (6% ao ano) em comparação com concorrentes (7% a 8%).
As ações da Azul (AZUL53) registraram alta de mais de 30% após a companhia anunciar sua saída do processo de recuperação judicial (Chapter 11) nos Estados Unidos. No entanto, no dia da notícia, os papéis fecharam em queda de 11,07%, cotados a R$ 208,99. Apesar da volatilidade, o Bradesco BBI revisou sua recomendação para a Azul de 'underperform' para 'neutra', estabelecendo um preço-alvo de R$ 273, reconhecendo os avanços da reestruturação.
A empresa concluiu a reestruturação financeira com um balanço patrimonial significativamente fortalecido, resultado de nove meses de negociações que reduziram aproximadamente US$ 2,5 bilhões em dívidas, incluindo US$ 1,1 bilhão em empréstimos e financiamentos, e o endividamento com arrendamentos em 40%. Durante o processo, a Azul conseguiu cortar os pagamentos anuais de juros em mais de 50% e os custos recorrentes com arrendamento em cerca de um terço. A reestruturação foi impulsionada por novos investimentos, como os US$ 100 milhões aportados pela American Airlines e pela United Airlines, cada uma adquirindo 8% das ações da Azul. Além disso, a companhia captou US$ 950 milhões em novos investimentos em ações e US$ 1,375 bilhão através da emissão de Notas Seniors. O Bradesco BBI, contudo, projeta um crescimento mais moderado para o Ebitda da Azul, de 6% ao ano, em comparação com 7% a 8% para seus concorrentes.
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