Empresas do setor portuário criticam priorização rodoviária e pedem mais investimentos federais no modal hidroviário para enfrentar o fenômeno.
O setor portuário brasileiro manifestou preocupação com os possíveis impactos operacionais decorrentes do fenômeno Super El Niño. Representantes de armadores de cabotagem e terminais portuários alertam que a instabilidade climática pode comprometer a eficiência das rotas aquaviárias, exigindo uma resposta mais robusta do poder público. O ponto central da tensão reside na logística de acesso a Manaus, considerada estratégica e vulnerável às variações dos níveis dos rios.
Além dos desafios climáticos, o setor critica a política de investimentos do governo federal, apontando uma priorização excessiva do modal rodoviário em detrimento do hidroviário. Segundo as entidades, a falta de equilíbrio no aporte de recursos prejudica a competitividade e a resiliência da infraestrutura logística nacional. O setor busca agora um diálogo com o governo para garantir que o transporte aquaviário receba a atenção necessária para mitigar riscos e assegurar a continuidade das operações.
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