Paquistão mata 29 militantes em operação na fronteira com Afeganistão
Operação militar paquistanesa na fronteira afegã deixa 29 militantes mortos; autoridades de Cabul denunciam a morte de 38 civis e prometem retaliação.
Pontos principais
- O Paquistão realizou ofensivas aéreas e terrestres contra esconderijos militantes após ataques em Karachi.
- O governo paquistanês confirmou a morte de 29 combatentes, incluindo o comandante Khan Ferosh.
- Autoridades afegãs relatam a morte de 38 civis, incluindo mulheres e crianças, na província de Paktia.
- O governo do Afeganistão nega que seu território seja base para insurgentes e classificou a ação como violação de soberania.
- O porta-voz afegão prometeu vingança pelos ataques, elevando a tensão diplomática entre os dois países.
- Islamabad sustenta que a operação foi baseada em inteligência contra grupos responsáveis pela instabilidade regional.
As forças de segurança do Paquistão deflagraram uma operação combinada com ataques aéreos e terrestres na fronteira com o Afeganistão, resultando na morte de 29 militantes, incluindo o comandante Khan Ferosh, neutralizado em Bajaur. A ofensiva, confirmada pelo ministro da Informação, Attaullah Tarar, foi apresentada por Islamabad como uma resposta direta a recentes ataques contra instalações militares, incluindo um atentado à sede dos Rangers em Karachi. O governo paquistanês sustenta que a ação foi baseada em inteligência e focada em alvos específicos responsáveis pela instabilidade na região.
Em contrapartida, autoridades afegãs refutaram os dados oficiais, denunciando que os bombardeios na província de Paktia causaram a morte de 38 civis, entre eles mulheres e crianças. O governo do Afeganistão nega repetidamente que seu território abrigue militantes ou grupos insurgentes e classificou a incursão como uma violação de sua soberania. A situação atingiu um novo patamar de gravidade após o porta-voz afegão prometer vingança pelos ataques, agravando a crise diplomática entre os dois países, que enfrentam um histórico de acusações mútuas sobre o controle de áreas fronteiriças e o apoio a grupos armados.
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