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Ataques aéreos do Paquistão no Afeganistão deixam 13 mortos

Ofensiva aérea em solo afegão causa 13 mortes e 14 feridos, intensificando a crise diplomática entre as nações após meses de tensão crescente.

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Foto: G1 Mundo
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10/06 às 02:01 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • Ataques atingiram as províncias de Khost, Kunar e Paktika na terça-feira (9), resultando em 13 mortes e 14 feridos.
  • Entre as 13 vítimas fatais confirmadas pelo porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, 11 eram crianças.
  • O governo do Paquistão não assumiu formalmente a responsabilidade pela operação militar.
  • A ofensiva ocorreu após um ataque militante contra um posto de segurança paquistanês que matou seis policiais.
  • O Paquistão acusa o Afeganistão de abrigar o grupo militante TTP, enquanto a fronteira permanece fechada para o comércio desde outubro de 2025.
  • A tensão entre os dois países escalou significativamente desde fevereiro, após um ataque afegão contra território paquistanês.

Ataques aéreos realizados em território afegão na última terça-feira (9) resultaram na morte de pelo menos 13 pessoas e deixaram outros 14 feridos. A ofensiva, que atingiu as províncias de Khost, Kunar e Paktika, foi confirmada pelo porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, embora o governo do Paquistão não tenha assumido a responsabilidade pelos bombardeios. O incidente encerra um período de semanas de relativa tranquilidade na região fronteiriça e ocorre após um ataque de militantes contra um posto de segurança paquistanês em Khyber Pakhtunkhwa, que vitimou seis policiais no dia anterior.

O Paquistão sustenta que o Afeganistão abriga o grupo militante TTP, alegação que Cabul nega veementemente. A escalada militar tem gerado graves consequências humanitárias e diplomáticas, com o comércio bilateral paralisado desde outubro de 2025. A situação é agravada pelo histórico de tensões que se intensificaram desde fevereiro, após um ataque afegão contra território paquistanês. Apesar de tentativas anteriores de mediação, o conflito permanece ativo, elevando a pressão sobre as lideranças de ambos os países para evitar uma escalada militar em larga escala, especialmente após a confirmação de que a maioria das vítimas fatais nos ataques recentes eram menores de idade.

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