Taxas de longo prazo avançam no mercado brasileiro devido a preocupações com o déficit nominal, ignorando trégua geopolítica entre EUA e Irã.
As taxas dos títulos do Tesouro IPCA+ de longo prazo operaram em alta nesta segunda-feira, refletindo a cautela do mercado com a trajetória fiscal brasileira. Mesmo com a trégua geopolítica entre Estados Unidos e Irã e a consequente queda nos preços do petróleo, os investidores mantiveram a pressão sobre os juros longos. O movimento é impulsionado por projeções de um déficit nominal superior a 7% do PIB, fator que, segundo analistas do Goldman Sachs, compromete a ancoragem das expectativas inflacionárias. Embora o Boletim Focus tenha mantido a Selic em 14% para 2026, a deterioração das projeções para o longo prazo preocupa o governo. O Tesouro Nacional informou que acompanha de perto a volatilidade e mantém a possibilidade de realizar intervenções extraordinárias para garantir a estabilidade e o funcionamento adequado do mercado de títulos públicos.
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