O crescimento da geração solar distribuída gera instabilidade na rede elétrica nacional, exigindo investimentos em armazenamento por baterias.
A rápida expansão da energia solar distribuída no Brasil, que já compõe cerca de 20% da capacidade instalada do país, tem imposto desafios operacionais significativos ao Operador Nacional do Sistema (ONS). A intermitência da fonte, somada a variações abruptas de demanda durante eventos de grande escala, como a Copa do Mundo, coloca em risco a estabilidade da rede elétrica nacional. O cenário tem resultado em cortes compulsórios de energia, o chamado curtailment, que geram prejuízos bilionários e afastam investidores privados, como a Atlas Renewable Energy, devido à falta de clareza regulatória.
Para mitigar os riscos de apagões e otimizar o aproveitamento da energia renovável, autoridades e especialistas convergem na necessidade de implementar sistemas de armazenamento em baterias. Essa tecnologia é apontada como a solução mais eficiente para equilibrar o sistema, permitindo que o excedente gerado em horários de pico seja armazenado e utilizado em momentos de maior necessidade, garantindo a segurança energética do país.
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