Banco Central decreta liquidação da corretora Sefer Investimentos
A medida expõe conexões da corretora com supostas fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Pontos principais
- O Banco Central liquidou a Sefer Investimentos por descumprimento de normas legais e risco aos credores.
- A corretora é apontada como peça central para mascarar desvios de recursos do Banco Master.
- O controlador da Sefer, Benjamim Botelho, teve seus bens bloqueados e reside atualmente em Portugal.
- Investigações associam a corretora a fraudes anteriores, incluindo desvios em fundos de pensão.
- O liquidante do Banco Master tenta recuperar ativos em offshores ligadas a Botelho nas Bahamas.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da corretora Sefer Investimentos, citando o descumprimento de normas regulatórias e o risco iminente aos credores da instituição. A decisão lança luz sobre uma suposta rede de operações financeiras utilizadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro para ocultar recursos desviados do Banco Master. O controlador da corretora, Benjamim Botelho, teve seus bens bloqueados pelo regulador e é alvo de processos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) por irregularidades na emissão de debêntures e conflitos de interesse. Além das sanções administrativas, o caso ganha contornos internacionais, com o liquidante do Banco Master buscando o reconhecimento da medida nas Bahamas para rastrear e recuperar ativos mantidos em offshores vinculadas a Botelho. A Sefer já era investigada por sua participação em esquemas anteriores de desvios em fundos de pensão, reforçando a complexidade das conexões financeiras sob escrutínio das autoridades.
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