Pioneiras do futebol feminino discutem reparação histórica em programa
Ex-atletas debatem trajetória do esporte e a nova lei que concede indenização a jogadoras que representaram o Brasil entre 1988 e 1991.
Pontos principais
- As ex-jogadoras Pelezinha, Caju e Russa participaram do programa Sem Censura para relatar a história do futebol feminino.
- O debate relembrou o Esporte Clube Radar, que foi a base da seleção brasileira durante a década de 1980.
- As convidadas destacaram o período de proibição legal da prática do futebol por mulheres, vigente entre 1940 e 1980.
- A nova lei sancionada prevê uma indenização de R$ 500 mil para atletas que atuaram pela seleção entre 1988 e 1991.
- A ex-jogadora Michel Jackson foi reconhecida por sua atuação política decisiva na conquista da reparação financeira.
Pioneiras do futebol feminino brasileiro participaram recentemente do programa Sem Censura para rememorar a trajetória de resistência da modalidade no país. Durante a entrevista, as ex-atletas Pelezinha, Caju e Russa destacaram os desafios enfrentados durante as décadas em que o esporte foi proibido por decreto, além de resgatarem a importância histórica do Esporte Clube Radar, que serviu como pilar para a seleção brasileira nos anos 80. O encontro também serviu para debater a recente sanção da lei que concede uma indenização de R$ 500 mil às jogadoras que vestiram a camisa da seleção entre 1988 e 1991. A medida é vista como um marco de reparação histórica, resultado de uma longa articulação política liderada por nomes como a ex-jogadora Michel Jackson, visando reconhecer o legado das mulheres que abriram caminho para o futebol feminino atual.
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