Redes de ensino formalizam políticas de recomposição da aprendizagem
Estudo do MEC e Instituto Unibanco aponta que 82,8% das redes brasileiras institucionalizaram ações de recuperação escolar pós-pandemia.
Pontos principais
- Levantamento mapeou 151 iniciativas de recomposição da aprendizagem em 24 estados brasileiros.
- A maioria das políticas educacionais já conta com respaldo normativo formal.
- Estudo identifica falhas na escuta ativa de professores e gestores durante a formulação das estratégias.
- Formação docente ainda é limitada, com foco em gestores e pouco alcance aos professores em sala de aula.
- Escolas enfrentam desafios como bullying, cyberbullying e baixa participação das famílias.
Um estudo realizado pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Unibanco revela que a agenda de recomposição da aprendizagem no Brasil superou a fase de medidas emergenciais, sendo agora uma política pública formalizada em 82,8% das redes de ensino. O mapeamento de 151 iniciativas em 24 estados demonstra o avanço na estruturação normativa do Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens, consolidando estratégias para mitigar os impactos educacionais do período pandêmico. Apesar do progresso institucional, o relatório aponta gargalos críticos, como a falta de escuta ativa de professores e gestores na formulação curricular e a concentração da formação docente em cargos de coordenação. Além disso, o ambiente escolar segue pressionado por questões de saúde mental, uso insuficiente de tecnologias adaptativas e dificuldades no engajamento das famílias no combate ao bullying e cyberbullying.
Comentários
Carregando comentários...
