O aumento global de eventos de calor extremo e alta umidade coloca a saúde pública em risco ao impedir o resfriamento natural do corpo humano.
Relatório da organização Climate Central aponta que o aumento das ondas de calor úmido representa um risco crescente à saúde pública global. Desde a década de 1970, a duração média desses eventos climáticos extremos mais que dobrou, atingindo uma média de 23 dias por ano. O fenômeno é particularmente perigoso em regiões como o Sudeste Asiático, partes da América do Sul e a costa da África Ocidental, onde a combinação de altas temperaturas e umidade elevada impede o resfriamento natural do corpo humano através do suor. Especialistas alertam que a persistência dessas condições climáticas está superando os limites de tolerância fisiológica, tornando o ambiente externo potencialmente letal. A intensificação dessas ondas de calor é diretamente impulsionada pelo aquecimento global, que tem tornado os eventos extremos mais frequentes e duradouros em diversas partes do mundo, exigindo atenção urgente para medidas de adaptação e saúde pública.
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