Fifa nega pedido do Iraque para usar uniforme preto em homenagem religiosa
A entidade vetou o uso de camisas pretas pela seleção iraquiana durante a Copa do Mundo de 2026, citando regras de padronização de uniformes.
Pontos principais
- A seleção do Iraque solicitou à Fifa o uso de um terceiro uniforme preto em referência ao imã Hussein.
- A data da partida coincidia com o período de Ashura, que marca a morte de Hussein na Batalha de Karbala.
- A Fifa negou o pedido para manter o controle sobre o contraste dos uniformes em partidas oficiais.
- O Iraque acabou entrando em campo vestindo seu uniforme tradicional na cor verde contra o Senegal.
- A solicitação gerou debates internos no país sobre a separação entre religião e eventos esportivos.
A Fifa rejeitou o pedido da seleção do Iraque para utilizar um uniforme preto em uma partida da Copa do Mundo de 2026. A federação iraquiana pretendia homenagear o imã Hussein durante o período de Ashura, que relembra a morte do neto de Maomé na Batalha de Karbala. A entidade máxima do futebol, contudo, manteve a proibição, alegando a necessidade de seguir protocolos rígidos de contraste entre os uniformes das equipes em campo. Como resultado, a seleção iraquiana disputou o confronto contra o Senegal utilizando seu uniforme verde habitual. O episódio provocou controvérsias no Iraque, reacendendo discussões sobre a influência de símbolos religiosos em competições esportivas internacionais e os limites da representatividade cultural dentro das normas estabelecidas pela Fifa para o torneio.
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