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Fifa recusa pedido dos EUA para substituir Irã por Itália na Copa do Mundo

A Fifa rejeitou a solicitação de um enviado de Donald Trump para que a Itália substituísse o Irã na Copa do Mundo de 2026, confirmando a participação iraniana e gerando críticas na Itália.

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Foto: G1 Mundo
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22/04 às 18:07 · atualizado há 3m

Pontos principais

  • Um enviado do presidente Donald Trump, Paolo Zampolli, propôs à Fifa a substituição do Irã pela Itália na próxima Copa do Mundo.
  • A iniciativa buscava melhorar as relações entre os EUA e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, abaladas por ataques de Trump ao Papa Leão XIV.
  • Ministros italianos, incluindo o ministro do Esporte Andrea Abodi, e o técnico da seleção rechaçaram a proposta, classificando-a como "vergonhosa" e "não apropriada", defendendo a classificação por mérito esportivo.
  • A Itália não se classificou para a Copa do Mundo de 2026, perdendo a repescagem para a Bósnia e Herzegovina.
  • O Irã garantiu sua vaga no Mundial em março de 2025, pelas Eliminatórias da Ásia.
  • A Fifa recusou o pedido dos EUA, e seu presidente, Gianni Infantino, afirmou que o Irã estará na Copa e que o esporte deve ficar fora da política.
  • O Irã teve seu pedido de transferir jogos para o México negado e estreará contra a Nova Zelândia em Los Angeles.

A Fifa recusou formalmente o pedido de Paolo Zampolli, enviado do presidente Donald Trump, para que a seleção da Itália substituísse o Irã na próxima Copa do Mundo. A proposta, que foi divulgada pelo jornal Financial Times e confirmada por Zampolli, tinha como objetivo reparar os laços dos Estados Unidos com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni. As relações entre Trump e Meloni foram abaladas por ataques do presidente americano ao Papa Leão XIV sobre a guerra no Irã. Zampolli expressou o desejo de ver a seleção italiana, a 'Azzurra', no torneio sediado nos EUA, argumentando os quatro títulos mundiais da Itália, apesar de a seleção não ter se classificado para o torneio pela terceira vez consecutiva, perdendo a repescagem para a Bósnia e Herzegovina.

A proposta gerou forte reação na Itália. O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, classificou a ideia como "vergonhosa", enquanto o ministro do Esporte, Andrea Abodi, considerou-a "não apropriada" e também rejeitou a sugestão, enfatizando que a classificação para a Copa do Mundo deve ser conquistada em campo e que o torneio deve permanecer meritocrático. O técnico Gianni De Biasi também se manifestou contra a proposta. A BBC confirmou que a Fifa não tem planos de substituir o Irã, a menos que o país desista da competição.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, confirmou que o Irã participará da Copa do Mundo, enfatizando que o esporte deve ficar fora da política. O Irã garantiu sua vaga no Mundial em março de 2025, pelas Eliminatórias da Ásia, e teve seu pedido de transferir jogos para o México negado, com sua estreia marcada contra a Nova Zelândia em Los Angeles. A decisão da Fifa reafirma sua autonomia esportiva e evita as implicações geopolíticas que tal mudança poderia gerar, mantendo o cenário do torneio inalterado.

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