Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada a 7 anos de prisão
Kim Keon-hee, esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol, teve sua pena ampliada para 11 anos após condenação por aceitar propinas e joias em troca de favores.
Pontos principais
- Kim Keon-hee foi sentenciada a sete anos de prisão por aceitar propinas, incluindo joias, relógios e uma bolsa de luxo.
- O tribunal confirmou que os itens foram recebidos em troca de influência política para favorecer nomeações em cargos públicos.
- A nova sentença soma-se aos quatro anos que a ré já cumpria por manipulação de mercado e crimes financeiros.
- O caso integra o escândalo 'jobs-for-gifts', que investiga a venda de influência no governo anterior.
- O ex-presidente Yoon Suk Yeol também cumpre pena de prisão após tentativa fracassada de instaurar lei marcial.
- A defesa de Kim Keon-hee nega as acusações, alegando que os presentes não foram condicionados a favores políticos.
A ex-primeira-dama da Coreia do Sul, Kim Keon-hee, foi condenada a sete anos de prisão por seu envolvimento em um esquema de suborno. O tribunal sul-coreano concluiu que ela aceitou itens de luxo, como joias e uma bolsa de grife, em troca de influência política para favorecer nomeações em cargos públicos. Esta decisão amplia a pena da ex-primeira-dama, que já cumpria quatro anos de reclusão por manipulação de mercado e crimes financeiros anteriormente associados a controvérsias com a Igreja da Unificação. Somadas, as condenações totalizam 11 anos de prisão, refletindo o rigor do judiciário no combate ao tráfico de influência.
O caso, conhecido como 'jobs-for-gifts', ocorre em um cenário de profunda instabilidade política, agravado pelo afastamento e prisão do ex-presidente Yoon Suk Yeol, detido após uma tentativa fracassada de instaurar lei marcial. Enquanto a defesa de Kim Keon-hee mantém a alegação de inocência, argumentando que os presentes recebidos não foram condicionados a favores, a sentença reforça a fragilidade das práticas administrativas do governo anterior. A decisão judicial consolida um período de crise institucional na Coreia do Sul, expondo a continuidade das investigações sobre o círculo próximo ao ex-mandatário e o impacto das denúncias de corrupção na esfera pública.
Comentários
Carregando comentários...
