UE classifica serviços de nuvem da Amazon e Microsoft como gatekeepers
Comissão Europeia enquadra AWS e Azure no Digital Markets Act para reduzir práticas anticompetitivas, gerando tensões com o governo dos EUA.
Pontos principais
- A União Europeia enquadrou AWS e Azure nas normas do Digital Markets Act (DMA) após investigação iniciada em 2025.
- A decisão foi tomada mesmo sem as empresas atingirem todos os limiares quantitativos previstos na lei.
- O domínio das empresas é sustentado por ecossistemas de IA, altos custos de migração e forte fidelização de usuários.
- Amazon e Microsoft contestam a avaliação, argumentando que o setor já possui concorrência saudável.
- A iniciativa pode elevar tensões diplomáticas com o governo de Donald Trump, que critica regulações europeias como barreiras comerciais.
- O Google Cloud, terceiro maior player do mercado, não foi incluído nesta investigação específica da UE.
- As companhias possuem direito de defesa antes da decisão final, que exigirá adequação em até seis meses.
A União Europeia determinou que os serviços de computação em nuvem da Amazon e da Microsoft sejam classificados como gatekeepers sob o Digital Markets Act (DMA). Embora as empresas não tenham atingido inicialmente todos os critérios quantitativos, a Comissão Europeia concluiu que a AWS e o Azure exercem controle sobre o acesso ao mercado, reforçado por ecossistemas de inteligência artificial e barreiras que dificultam a saída de clientes. A investigação aponta que o domínio dessas plataformas limita a concorrência e prejudica a portabilidade de dados, embora o Google Cloud não tenha sido alvo desta ação específica.
Com a designação preliminar, as gigantes de tecnologia possuem o direito de apresentar defesas antes da decisão definitiva, prevista para o final deste ano. Amazon e Microsoft contestam a medida, alegando que o setor já opera sob concorrência saudável. O movimento da UE também adiciona um novo ponto de atrito nas relações diplomáticas com o governo de Donald Trump, que tem classificado as regulações europeias como barreiras comerciais injustas. Caso a classificação seja confirmada, as empresas terão seis meses para se adequar às exigências de interoperabilidade, sob risco de sanções regulatórias.
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