MPRJ aponta que 17% dos policiais retiraram câmeras na Operação Contenção
Investigação revela que policiais do Bope desativaram câmeras corporais durante operação nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- Cerca de 17% dos policiais removeram as câmeras corporais durante a Operação Contenção.
- O Ministério Público identificou indícios de obstrução proposital das imagens em 7,8% das ocorrências.
- Vinte e sete policiais militares foram denunciados por crimes como furto e invasão de domicílio.
- A operação, que resultou em mais de 120 mortes, será submetida a perícia técnica da Polícia Federal por ordem do STF.
Uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) revelou irregularidades graves no uso de câmeras corporais durante a Operação Contenção, realizada nos complexos da Penha e do Alemão. Segundo o órgão, 17% dos policiais do Bope retiraram os equipamentos durante a ação, sendo que em 7,8% dos casos houve indícios claros de obstrução proposital das imagens. O episódio, que culminou em mais de 120 mortes, gerou oito denúncias formais contra 27 policiais militares por crimes que incluem invasão de domicílio e furto. Diante da gravidade das suspeitas, o Supremo Tribunal Federal determinou que a Polícia Federal realize uma perícia técnica minuciosa nas imagens captadas. O caso reforça o debate sobre o controle da letalidade policial e a necessidade de protocolos mais rígidos para o uso de tecnologias de monitoramento em operações de segurança pública.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
