A Polícia Federal informou ao STF que a Polícia Militar do Rio de Janeiro não enviou todas as gravações das câmeras corporais referentes à megaoperação Contenção, que resultou em 122 mortes em outubro de 2025.
A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) não entregou todas as imagens das câmeras corporais referentes à megaoperação Contenção, realizada em outubro de 2025. A operação, que resultou em 122 mortes, é considerada a mais letal do país. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, enviou um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas.
A PF destacou que recebeu apenas imagens da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), e não da PMERJ, que teve maior efetivo e dispositivos de gravação durante a ação. Diante da ausência do material completo e da complexidade da análise, a corporação solicitou a ampliação do prazo de 15 para 90 dias para concluir a perícia das mais de 400 horas de gravações já recebidas. A investigação e a conclusão da perícia dependem do envio do material pendente pela PMERJ, sendo que o STF havia estabelecido critérios para diminuir a letalidade policial no Rio de Janeiro, incluindo a implantação de câmeras.
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