Mercado informal domina metade do consumo de emagrecedores no Brasil
Estudo aponta que o uso de GLP-1 cresceu 239%, impactando o varejo com queda na venda de itens de indulgência e alta em produtos saudáveis.
Pontos principais
- O consumo de medicamentos da classe GLP-1 registrou alta de 239% no primeiro trimestre de 2026.
- Mais de 50% das doses em circulação no país são obtidas no mercado informal.
- O uso dos fármacos reduziu em 0,49% o volume de vendas de alimentos em supermercados, afetando principalmente bebidas alcoólicas e snacks.
- Setores de alimentos frescos, suplementos proteicos e academias registraram aumento na procura por parte dos usuários.
- Cerca de 87,4% dos pacientes financiam o tratamento por conta própria, sendo que 66,5% iniciaram o uso há menos de cinco meses.
O mercado brasileiro de medicamentos da classe GLP-1, conhecidos como canetas emagrecedoras, registrou uma expansão de 239% no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da Scanntech, mais de 50% desse consumo é suprido pelo mercado informal, cenário evidenciado pela demanda atípica por seringas e pela busca por preços inferiores aos oficiais. A popularização desses tratamentos, custeados majoritariamente pelo próprio bolso dos pacientes, tem provocado mudanças estruturais nos hábitos de consumo da população.
Essa transformação impactou diretamente o varejo alimentar, que registrou uma queda anual de 0,49% no volume de vendas. Categorias de indulgência, como cervejas, chocolates e snacks, foram as mais afetadas pela redução no apetite dos usuários. Em contrapartida, o setor de alimentos frescos, suplementos proteicos e o mercado de academias apresentaram crescimento, refletindo uma mudança nos padrões de consumo impulsionada pela busca por perda de peso.
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