O crescimento do mercado de GLP-1 impacta diversos setores da economia brasileira e gera debates sobre acesso e sustentabilidade nos planos de saúde.
O mercado de medicamentos da classe GLP-1, utilizados para o controle de peso e diabetes, tornou-se o principal motor de crescimento do varejo farmacêutico brasileiro, sendo responsável por 85% da expansão de 11,7% registrada no setor nos últimos 12 meses. A entrada de novos competidores, como o análogo ao Ozempic lançado pela EMS com custo mensal de R$ 300, sinaliza uma tentativa de ampliar o acesso e reduzir a dependência do mercado ilegal, que atualmente detém 75% das vendas irregulares. A popularização desses fármacos tem gerado impactos transversais na economia, com setores como aviação, moda e bebidas já reportando alterações nos padrões de consumo. Paralelamente, especialistas discutem os desafios de sinistralidade para a saúde suplementar e a possível inclusão desses tratamentos no rol da ANS, o que pode pressionar os custos dos planos de saúde a curto prazo.
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