Dólar fecha a R$ 5,18 com cautela fiscal e incertezas externas
A moeda americana subiu para R$ 5,18 e o Ibovespa recuou, pressionados por tensões geopolíticas, juros altos nos EUA e saída de capital estrangeiro.
Pontos principais
- O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,18, com alta de 0,45%.
- O mercado brasileiro registra a nona semana consecutiva de saída de capital estrangeiro.
- A sinalização de manutenção dos juros nos EUA reduz o apetite por ativos de mercados emergentes.
- Tensões entre Irã e Israel impulsionam a alta do petróleo e a busca por proteção cambial.
- Projeções do Boletim Focus indicam deterioração das expectativas de inflação e Selic mais alta.
O mercado financeiro brasileiro registrou um dia de instabilidade, com o dólar fechando a R$ 5,18 e o Ibovespa recuando para a casa dos 168 mil pontos. O cenário é pressionado por uma combinação de fatores externos e domésticos. No âmbito global, a valorização do petróleo, impulsionada pelas tensões entre Irã e Israel, somada à perspectiva de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos, tem reduzido o apetite por ativos de risco em mercados emergentes. A incerteza sobre a política comercial americana contribui para a volatilidade cambial e reforça a cautela dos investidores globais.
Internamente, a pressão sobre a moeda é agravada pela saída de capital estrangeiro, que acumula a nona semana consecutiva de fluxo negativo. A cautela dos investidores também é alimentada pela deterioração nas projeções de inflação e pela expectativa de uma trajetória de juros mais alta para os próximos anos, conforme apontado pelo Boletim Focus. Esse conjunto de incertezas, que une riscos geopolíticos a indicadores econômicos locais desfavoráveis, mantém o ambiente de volatilidade, forçando os agentes financeiros a reavaliarem suas posições diante de um cenário de risco persistente.
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