Casos de perseguição com dispositivos de rastreamento cresceram 15% no primeiro trimestre de 2026 em São Paulo.
A Polícia de São Paulo registrou um aumento de 15% no uso de dispositivos de rastreamento, conhecidos como smart tags, para a perseguição de mulheres durante o primeiro trimestre de 2026. Dados da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher indicam que 104 ocorrências foram formalizadas até março, superando os 90 registros do mesmo período no ano anterior. Os dispositivos, fabricados por empresas como Apple, Samsung e Motorola, são projetados para localizar objetos perdidos, mas têm sido utilizados indevidamente por agressores que os escondem em pertences pessoais das vítimas para monitorar seus deslocamentos em tempo real. Delegados destacam que essa prática transforma o que antes era considerado paranoia em uma ameaça concreta de stalking, exigindo maior atenção das autoridades e das fabricantes sobre o uso mal-intencionado dessas tecnologias.
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