Pesquisa do DataSenado aponta normalização da violência contra pessoas trans
Estudo inédito do DataSenado revela a frequência da violência contra mulheres trans e travestis, integrando dados ao Mapa Nacional da Violência.
Pontos principais
- A 11ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher incluiu pela primeira vez dados sobre a população trans e travesti.
- O levantamento indica que a violência contra esse grupo é recorrente a ponto de ser socialmente normalizada.
- Os resultados foram incorporados ao Mapa Nacional da Violência de Gênero do Observatório da Mulher contra a Violência.
- Especialistas do DataSenado afirmam que os dados são fundamentais para o aprimoramento de políticas públicas de proteção.
A 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, trouxe um recorte inédito sobre a realidade de mulheres transgênero e travestis no Brasil. O estudo aponta que a violência contra esse segmento da população atingiu um nível de frequência que resulta em sua normalização social, evidenciando um cenário de vulnerabilidade persistente. Relatos colhidos durante a pesquisa, como o de Scarlety Pereira, reforçam as barreiras cotidianas enfrentadas por mulheres trans, especialmente aquelas que também sofrem com o racismo estrutural. A inclusão desses dados no Mapa Nacional da Violência de Gênero é vista pelo Observatório da Mulher contra a Violência como um passo essencial para a formulação de políticas públicas mais eficazes. Segundo Rolf Regehr, do DataSenado, a sistematização dessas informações permite que o Estado compreenda melhor a dimensão do problema e direcione ações de proteção mais precisas para mitigar a violência contra essa parcela da sociedade.
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