O Brasil registrou 80 assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025, mantendo-se como o país mais letal para essa população globalmente, apesar de uma queda de 34% em relação ao ano anterior.
O Brasil manteve, em 2025, a posição de país que mais mata pessoas trans e travestis no mundo, com 80 assassinatos registrados, conforme dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra). Apesar de uma queda de 34% em relação aos 122 casos de 2024, o país permanece no topo do ranking global há quase 18 anos, evidenciando uma violência sistêmica e naturalizada contra essa população. A maioria das vítimas são travestis e mulheres trans, jovens, negras e pardas, com a violência concentrada na Região Nordeste, especialmente nos estados do Ceará e Minas Gerais.
O dossiê da Antra ressalta que a redução nos assassinatos não significa uma diminuição da violência geral, apontando um aumento nas tentativas de homicídio. A Antra e o Grupo Gay da Bahia (GGB) reforçam a urgência de políticas públicas e o reconhecimento da violência contra a população LGBTQIA+ pelo Estado. Em 2025, o GGB registrou um total de 257 mortes violentas de pessoas LGBT+ no Brasil, incluindo 204 homicídios, sublinhando a gravidade da situação.