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Falta de transparência em doações eleitorais de executivos gera risco

Estudo aponta que a ausência de obrigatoriedade na declaração de doações políticas de conselheiros cria lacunas na governança corporativa brasileira.

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Foto: Times Brasil
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24/06 às 14:33

Pontos principais

  • Levantamento identificou 325 conselheiros que doaram R$ 69,5 milhões a campanhas entre 2014 e 2022.
  • A CVM não exige que administradores informem contribuições eleitorais pessoais nos formulários de referência.
  • A falta de transparência eleva riscos de governança, especialmente em setores regulados ou com contratos públicos.
  • Especialistas alertam que a proximidade política de executivos pode afetar decisões estratégicas e minoritários.

Um levantamento realizado pelo Observatório de Governança Corporativa revelou uma zona cega na transparência das companhias abertas brasileiras. Entre 2014 e 2022, 325 conselheiros destinaram R$ 69,5 milhões a campanhas políticas, mas a legislação atual da CVM não obriga a declaração dessas contribuições pessoais nos formulários de referência das empresas. Essa omissão dificulta o monitoramento de potenciais conflitos de interesse por parte dos investidores.

A ausência de clareza sobre o financiamento político individual de executivos e membros de conselhos é apontada como um risco relevante para a governança, sobretudo em empresas que operam em setores regulados ou que mantêm contratos com o Estado. Segundo especialistas, a proximidade política pode influenciar decisões estratégicas corporativas, impactando diretamente os interesses de acionistas minoritários e a percepção de risco do mercado sobre a independência da gestão.

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