Brasil mostra resiliência frente à alta do dólar, aponta Bank of America
O diferencial de juros e a dívida em moeda local protegem o Brasil da pressão cambial que afeta outros mercados emergentes, segundo o BofA.
Pontos principais
- O fortalecimento global do dólar pressiona ativos de mercados emergentes, mas o Brasil apresenta maior resistência.
- O elevado diferencial entre a Selic e a taxa do Federal Reserve atua como um fator de proteção para a economia brasileira.
- A dívida pública majoritariamente em moeda local reduz a vulnerabilidade do país a choques cambiais externos.
- Empresas exportadoras como Vale, JBS, Gerdau e CSN devem ser beneficiadas pelo cenário de dólar valorizado.
- O Bank of America projeta um aumento de 0,75 ponto percentual nos juros dos EUA até 2026.
O Bank of America avalia que o Brasil possui condições estruturais para resistir à pressão exercida pelo fortalecimento global do dólar, um movimento que historicamente impacta negativamente os mercados emergentes. A resiliência brasileira é sustentada pelo elevado diferencial de juros entre a Selic e a taxa do Federal Reserve, além de uma dívida pública composta majoritariamente por moeda local, o que mitiga os riscos de choques cambiais diretos. Segundo o relatório, o Banco Central do Brasil pode ter menos necessidade de elevar a Selic, dado o patamar atual da taxa. Enquanto o cenário de dólar forte impõe desafios, o banco destaca que empresas exportadoras, como Vale, JBS, Gerdau e CSN, tendem a ser beneficiadas. A análise ocorre em um contexto de projeção de alta de 0,75 ponto percentual nos juros americanos até 2026.
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