O diferencial de juros e a dívida em moeda local protegem o Brasil da pressão cambial que afeta outros mercados emergentes, segundo o BofA.
O Bank of America avalia que o Brasil possui condições estruturais para resistir à pressão exercida pelo fortalecimento global do dólar, um movimento que historicamente impacta negativamente os mercados emergentes. A resiliência brasileira é sustentada pelo elevado diferencial de juros entre a Selic e a taxa do Federal Reserve, além de uma dívida pública composta majoritariamente por moeda local, o que mitiga os riscos de choques cambiais diretos. Segundo o relatório, o Banco Central do Brasil pode ter menos necessidade de elevar a Selic, dado o patamar atual da taxa. Enquanto o cenário de dólar forte impõe desafios, o banco destaca que empresas exportadoras, como Vale, JBS, Gerdau e CSN, tendem a ser beneficiadas. A análise ocorre em um contexto de projeção de alta de 0,75 ponto percentual nos juros americanos até 2026.
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