As moedas de mercados emergentes demonstram maior estabilidade do que as de países desenvolvidos, impulsionadas por um dólar mais fraco, expectativas de afrouxamento monetário do Fed e fundamentos econômicos aprimorados.
As moedas de mercados emergentes têm exibido uma notável estabilidade, superando as de países desenvolvidos em um período que marca a sequência mais longa desde 2008. Dados do JPMorgan revelam que a volatilidade das moedas em desenvolvimento tem sido consistentemente menor que a das moedas do G7 por quase 200 dias consecutivos. Este cenário é favorecido por um dólar mais fraco, as expectativas de um afrouxamento na política monetária do Federal Reserve, a valorização das commodities e um fluxo robusto de capital para essas economias.
Essa estabilidade é reforçada por melhorias nos fundamentos econômicos dos mercados emergentes, incluindo crescimento sustentado e amplas reservas cambiais, que ajudam a conter a volatilidade. Enquanto isso, moedas de economias desenvolvidas, como o dólar e o iene, enfrentaram turbulências decorrentes de ameaças tarifárias e incertezas fiscais. Investidores, buscando alternativas menos voláteis, têm direcionado capital para moedas como o dólar de Singapura, o baht e o yuan, aproveitando o ambiente de baixa volatilidade para estratégias de carry trade.