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Anthropic acusa Alibaba de extração ilícita de dados do modelo Claude

A Anthropic denunciou o Alibaba por uma campanha de destilação de modelo em larga escala, visando copiar a tecnologia do Claude e impactando as ações da empresa.

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Foto: WSJ Tech
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24/06 às 17:46 · atualizado 25/06 às 03:02

Pontos principais

  • A Anthropic formalizou denúncia alegando que o Alibaba executou o maior ataque de destilação de modelo já registrado contra a companhia.
  • O acesso indevido teria ocorrido entre abril e junho, totalizando 28,8 milhões de requisições ao modelo Claude.
  • A empresa chinesa teria utilizado cerca de 25 mil contas distintas para contornar restrições de segurança e coletar dados proprietários.
  • O objetivo da operação seria treinar modelos de inteligência artificial concorrentes, caracterizando uma prática de espionagem industrial.
  • As ações do Alibaba atingiram o nível mais baixo dos últimos 16 meses na bolsa de Hong Kong após a repercussão do caso.
  • A Anthropic descreveu a ação como uma campanha audaciosa que coloca em evidência os riscos de segurança cibernética no setor de IA.

A empresa de inteligência artificial Anthropic formalizou uma denúncia contra o Alibaba, acusando a gigante chinesa de realizar uma operação de larga escala para extrair dados de seu modelo, o Claude. Segundo a companhia americana, o Alibaba utilizou cerca de 25 mil contas para realizar 28,8 milhões de acessos entre abril e junho. A prática, classificada pela Anthropic como o maior ataque de destilação de modelo já registrado contra a empresa, teria como finalidade copiar as capacidades e o comportamento do sistema para treinar modelos concorrentes. O caso foi reportado a autoridades dos Estados Unidos, evidenciando as crescentes tensões sobre a proteção de propriedade intelectual no setor de IA.

O impacto das acusações foi imediato no mercado financeiro. As ações do Alibaba Group Holding Ltd. registraram queda significativa na bolsa de Hong Kong, atingindo o patamar mais baixo dos últimos 16 meses. O episódio, revelado inicialmente pelo The Wall Street Journal, intensificou as preocupações de investidores sobre a governança e os riscos de segurança cibernética enfrentados pela empresa. A utilização de métodos sofisticados para contornar medidas de segurança reforça o debate global sobre a vulnerabilidade de modelos de linguagem de grande escala contra técnicas de destilação adversária.

Até o momento, o Alibaba não apresentou uma resposta detalhada sobre as alegações específicas de extração de dados. A situação permanece sob monitoramento, enquanto o mercado aguarda desdobramentos sobre como o incidente afetará a regulação e a competitividade da companhia no cenário global de inteligência artificial. O caso destaca a urgência de protocolos mais rígidos para garantir a integridade dos sistemas de IA contra acessos não autorizados e o uso indevido de tecnologia proprietária por concorrentes internacionais.

Fonte primária

Anthropic (carta ao Senado dos EUA, vista pela Reuters)

Carta da Anthropic ao Comitê de Bancos do Senado dos EUA — acusação de distillation contra Alibaba/Qwen (10 jun 2026)

Em carta de 10 de junho de 2026 ao presidente (sen. Tim Scott, R-SC) e à membro graduada (sen. Elizabeth Warren, D-MA) do Comitê de Bancos, Habitação e Assuntos Urbanos do Senado dos EUA, às vésperas de uma audiência sobre IA, a Anthropic acusa a Alibaba e seu laboratório Qwen de tentar 'descarada' e 'ilicitamente' extrair as capacidades do Claude — descrita como o maior ataque de distillation já sofrido pela empresa. Segundo a carta, entre 22 de abril e 5 de junho de 2026 operadores ligados à Alibaba/Qwen realizaram mais de 28,8 milhões de trocas com o Claude usando cerca de 25 mil contas fraudulentas. A técnica de distillation treina um modelo menos capaz a partir das saídas de um modelo mais forte; o alvo foram as capacidades mais avançadas e comercialmente valiosas do Claude (engenharia de software e raciocínio agêntico), com o objetivo, segundo a Anthropic, de acelerar a chegada da China às capacidades de fronteira do seu modelo Mythos Preview. A Anthropic afirma que a Alibaba 'ignorou os alertas do governo Trump' e que a campanha contornou suas restrições geográficas, que proíbem o acesso comercial ao Claude na China. A carta situa o episódio após outras três campanhas 'em escala industrial' identificadas em fevereiro (DeepSeek, Moonshot e MiniMax) e pede resposta coordenada da indústria e do governo. A Anthropic não publicou a carta em seu site; o documento foi distribuído à imprensa e revisado pela Reuters (reportagem de Karen Freifeld).

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