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Anthropic endurece restrições para impedir acesso chinês ao Claude

A Anthropic implementou novas medidas para bloquear o uso de seus modelos de IA por empresas e usuários na China que contornavam restrições geográficas.

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Foto: G1 - Economia
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03/07 às 01:32 · atualizado 11:32

Pontos principais

  • A Anthropic está fechando brechas que permitiam o acesso ao Claude via provedores de nuvem e subsidiárias estrangeiras.
  • A medida visa alinhar a empresa às regulamentações de segurança e exportação de tecnologia dos Estados Unidos.
  • O Alibaba proibiu funcionários de usar o Claude Code, citando preocupações com a identificação de usuários chineses.
  • A Anthropic acusou o Alibaba de realizar a destilação de seus modelos para treinar sistemas próprios de inteligência artificial.
  • Desenvolvedores chineses utilizavam métodos técnicos para contornar bloqueios de geolocalização impostos pela plataforma.
  • O Alibaba instruiu seus colaboradores a utilizarem uma ferramenta interna de programação, denominada Qoder.
  • A disputa reflete a crescente tensão geopolítica entre EUA e China pela liderança no setor de IA.

A Anthropic intensificou suas políticas de segurança para restringir o acesso de usuários e empresas localizadas na China aos seus modelos de linguagem, incluindo o Claude. A decisão ocorre após a identificação de diversas brechas técnicas, nas quais entidades chinesas, como o Ant Group, utilizavam provedores de nuvem e subsidiárias internacionais para contornar as restrições de geolocalização impostas pela companhia. O movimento busca garantir o cumprimento rigoroso das normas de exportação de tecnologia dos Estados Unidos, que visam limitar o uso de ferramentas avançadas de IA por potências estrangeiras sob escrutínio de segurança nacional.

Paralelamente, a tensão entre as partes escalou com o Alibaba proibindo seus funcionários de utilizarem o Claude Code, ferramenta de programação da Anthropic. A empresa chinesa citou preocupações com a privacidade e identificação de usuários, enquanto a Anthropic acusou o Alibaba de realizar a destilação de seus modelos para treinar sistemas próprios. Este cenário ilustra o desafio contínuo das empresas de tecnologia americanas em controlar o uso indevido de suas inovações em um mercado global marcado pela intensa disputa geopolítica pela supremacia em inteligência artificial.

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