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Itaú aumenta exigência de trabalho presencial a partir de 2027

O banco ampliará a carga horária presencial para superintendentes e funcionários, seguindo uma tendência de mercado que enfrenta resistência sindical.

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Foto: G1 - Economia
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23/06 às 18:32 · atualizado 24/06 às 00:32

Pontos principais

  • Superintendentes deverão cumprir quatro dias presenciais por semana a partir de janeiro de 2027.
  • Funcionários em regime híbrido terão a exigência de três dias no escritório a partir do primeiro trimestre de 2028.
  • A nova diretriz altera o modelo atual, que previa oito dias de trabalho presencial por mês.
  • O Sindicato dos Bancários criticou a decisão por ter sido tomada de forma unilateral e solicitou reunião com a instituição.
  • Dados da consultoria JLL indicam que a taxa de escritórios vazios em São Paulo atingiu o menor nível em 14 anos.
  • Pesquisas apontam que trabalhadores priorizam a flexibilidade do home office, citando custos de deslocamento como impacto negativo.
  • A medida alinha o Itaú a práticas de retorno presencial já adotadas por instituições como Nubank e Bradesco.

O Itaú Unibanco anunciou uma atualização em sua política de trabalho híbrido, estabelecendo cronogramas distintos para o retorno presencial de suas equipes. A partir de janeiro de 2027, superintendentes deverão comparecer aos escritórios quatro dias por semana, enquanto os demais funcionários passarão a cumprir três dias presenciais a partir do primeiro trimestre de 2028, substituindo o modelo atual de oito dias mensais. O anúncio oferece um prazo de adaptação de quase dois anos, visando ajustar a dinâmica de trabalho às necessidades da organização.

A decisão gerou críticas do Sindicato dos Bancários, que apontou a falta de diálogo prévio e manifestou preocupação com a infraestrutura física e a desmotivação dos colaboradores. O movimento reflete uma tendência crescente no setor financeiro, onde grandes empresas têm revisado políticas de flexibilidade em busca de maior integração presencial. Esse cenário é corroborado por dados da consultoria JLL, que apontam a ocupação de escritórios em São Paulo no menor nível de vacância em 14 anos, mesmo diante da preferência dos trabalhadores pela manutenção do home office.

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