Irã nega novos compromissos sobre inspeções em instalações nucleares
O governo iraniano refuta declarações de Trump sobre inspeções e acesso a locais bombardeados, mantendo o impasse diplomático mesmo após a liberação de ativos financeiros pelos EUA.
Pontos principais
- O Ministério das Relações Exteriores do Irã classificou como imprecisas as falas de autoridades americanas sobre o retorno de inspetores.
- Teerã descarta permitir acesso a instalações nucleares atingidas por ataques de EUA e Israel em 2025.
- A Agência Internacional de Energia Atômica enfrenta dificuldades crescentes para garantir o monitoramento contínuo das atividades iranianas.
- Como parte de um acordo para o fim das hostilidades, os EUA suspenderam sanções sobre o petróleo iraniano e liberaram 12 bilhões de dólares em ativos.
- Irã e Omã planejam administrar conjuntamente o tráfego no estratégico Estreito de Ormuz.
- Negociações separadas entre Líbano e Israel sobre a retirada de tropas israelenses estão previstas para ocorrer em Washington.
- As versões conflitantes entre Washington e Teerã sobre o status das inspeções evidenciam a fragilidade das negociações diplomáticas em curso.
O governo do Irã refutou publicamente as declarações do presidente Donald Trump e do vice-presidente J.D. Vance, que sugeriam um possível retorno de inspetores nucleares internacionais ao país. Segundo o porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei, não houve novos compromissos assumidos, e o país descarta permitir inspeções em instalações danificadas durante os ataques realizados por EUA e Israel em 2025. Teerã sustenta que continua cumprindo o Tratado de Não Proliferação Nuclear, embora se recuse a negociar limitações ao seu programa de mísseis, mantendo um impasse que desafia a política externa da administração Trump no Oriente Médio.
O cenário diplomático é marcado por contradições, apesar de avanços em outras frentes. Enquanto Teerã e Washington iniciaram negociações na Suíça para consolidar o fim das hostilidades, a Casa Branca afirma que o Irã teria aceitado novos protocolos de monitoramento, o que é negado pelas autoridades iranianas. Paralelamente, o acordo de cessar-fogo incluiu a suspensão de sanções sobre o petróleo iraniano e a liberação de 12 bilhões de dólares em ativos congelados. Além disso, o Irã busca estabelecer uma gestão conjunta com Omã para o tráfego no Estreito de Ormuz, enquanto Washington se prepara para mediar negociações entre Líbano e Israel sobre a retirada de tropas israelenses.
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