A IMO coordena a retirada de 11 mil tripulantes de 600 navios no Estreito de Ormuz, enquanto EUA e Irã negociam a normalização do fluxo comercial.
A Organização Marítima Internacional (IMO) iniciou uma operação logística para evacuar mais de 11 mil marinheiros e fuzileiros navais retidos em cerca de 600 navios no Estreito de Ormuz. A ação, que conta com a colaboração de países costeiros, da indústria marítima e dos Estados Unidos, ocorre após a formalização de um cessar-fogo entre Washington e Teerã. O secretário-geral da IMO, Arsenio Domínguez, confirmou que, durante o período de hostilidades, 14 marinheiros perderam a vida. Garantias de segurança foram obtidas para a navegação, permitindo que o sistema tradicional de separação de tráfego, suspenso devido aos riscos de minas flutuantes e colisões, fosse substituído por duas rotas temporárias monitoradas com apoio do governo de Omã.
Paralelamente aos esforços de evacuação, o cenário diplomático permanece sensível. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, emitiu um alerta formal ao governo iraniano, enfatizando que o Estreito de Ormuz é uma via navegável internacional onde a cobrança de pedágios ou taxas de passagem é proibida, reforçando a importância da liberdade de navegação. Enquanto isso, o Irã mantém negociações com Omã para uma administração conjunta do estreito, visando estabilizar a região após o conflito.
O presidente Donald Trump destacou a relevância econômica da rota para o suprimento global de energia, enquanto os EUA seguem monitorando a estabilidade da área. Especialistas do setor indicam que, com a implementação das novas diretrizes de segurança, embarcações já começaram a retornar à rota para retomar o transporte de petróleo. A operação da IMO é considerada um passo fundamental para restaurar a confiança no comércio marítimo internacional em uma das passagens mais estratégicas do mundo.
Axios - Main • 23 jun, 18:18
BBC World • 23 jun, 16:57
Times Brasil • 23 jun, 15:30
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