Sítio arqueológico encontrado sob residência no Rio de Janeiro expõe a memória do Cais do Valongo, principal porto de entrada de escravizados no país.
A descoberta de um cemitério de escravizados sob uma residência na região portuária do Rio de Janeiro, ocorrida há três décadas, permanece como um marco na arqueologia brasileira. Identificado pela moradora Merced Guimarães dos Anjos durante uma reforma, o sítio arqueológico revelou restos mortais e objetos que documentam o cotidiano e a morte de africanos escravizados. O local está intrinsecamente ligado ao Cais do Valongo, o maior porto de entrada de pessoas escravizadas nas Américas, funcionando como um testemunho físico da diáspora africana no país. A relevância histórica do achado transcende a arqueologia, consolidando-se como um símbolo de resistência e um ponto de reflexão sobre o impacto da escravidão na formação social brasileira. A preservação desse espaço é considerada essencial para a valorização da memória histórica e para o reconhecimento das cicatrizes deixadas pelo período colonial na capital fluminense.
15 jun, 15:45
15 jun, 15:35
10 jun, 15:31
3 abr, 08:02
31 mar, 14:03
Carregando comentários...