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Datafolha: 59% dos brasileiros apoiam classificar facções como terroristas

Pesquisa aponta apoio popular à rotulação de facções como terroristas, com divergências demográficas e políticas sobre a atuação dos EUA no Brasil.

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Foto: G1 Política
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23/06 às 13:32 · atualizado 23:32

Pontos principais

  • 59% dos entrevistados defendem que PCC e Comando Vermelho sejam classificados como organizações terroristas.
  • 74% da população rejeita a atuação dos EUA contra facções em território brasileiro sem autorização do governo federal.
  • O apoio à medida é mais expressivo entre homens, evangélicos e eleitores de Jair Bolsonaro.
  • 83% dos brasileiros afirmaram ter conhecimento sobre a movimentação americana em relação às facções.
  • 54% dos entrevistados acreditam que o senador Flávio Bolsonaro influenciou a decisão do governo dos Estados Unidos.
  • O governo federal avalia que os dados refletem o temor popular com o crime organizado e a resistência à ingerência estrangeira.
  • A segurança pública é apontada como um dos temas centrais para a disputa presidencial de 2026.

Uma pesquisa recente do Datafolha indica que 59% dos brasileiros apoiam a classificação de facções como o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O tema ganhou relevância após movimentações do governo dos Estados Unidos, com 83% dos entrevistados afirmando ter conhecimento sobre a discussão. Apesar do apoio à medida, o levantamento revela um forte sentimento de soberania, com 74% da população rejeitando qualquer intervenção americana em território brasileiro sem autorização do governo federal. Além disso, 54% dos brasileiros acreditam que o senador Flávio Bolsonaro teve influência na decisão americana.

O levantamento também detalhou as divergências de opinião baseadas em perfis demográficos e políticos. O apoio à classificação das facções como terroristas é mais acentuado entre homens, evangélicos e eleitores que votaram em Jair Bolsonaro em 2022. O governo federal interpretou os resultados como um sinal de preocupação da população com o avanço do crime organizado, utilizando o levantamento para balizar a percepção pública sobre a atuação das forças de segurança. A análise governamental enfatiza que, embora haja demanda por medidas mais rígidas, existe uma resistência clara a qualquer ingerência externa em assuntos internos. Os dados evidenciam o desafio do governo em equilibrar a cooperação internacional com a autonomia nacional, em um debate que deve ser central para a disputa presidencial de 2026.

Fonte primária

Datafolha / Folha de S.Paulo

Pesquisa Datafolha — classificação de PCC e CV como terroristas (registro TSE BR-09956/2026)

59% dos entrevistados concordam (total ou parcialmente) com a decisão dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas — 45% concordam totalmente e 14% em parte; 33% discordam (22% totalmente, 11% em parte), 7% não souberam responder e 1% nem concorda nem discorda. Ao mesmo tempo, 74% rejeitam que os EUA possam atuar contra integrantes dessas facções em território brasileiro sem autorização do governo nacional. Sobre a intenção americana, há divisão: 50% acham que os EUA querem combater as facções para ajudar a população brasileira e 47% que usam o tema como pretexto para 'mandar no Brasil'. A crença na boa intenção dos EUA é maior entre quem prefere o PL (81%) e declara voto em Flávio Bolsonaro (77%); a suspeita de ingerência é maior entre quem prefere o PT (69%) e declara voto em Lula (63%). 54% avaliam que Flávio Bolsonaro teve influência na decisão americana e, destes, 57% consideram a influência negativa e 37% positiva. Sobre conhecimento do tema, 83% dizem ter conhecimento da nova classificação e 72% se consideram bem (35%) ou mais ou menos (37%) informados. Metodologia: 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entrevistadas presencialmente em 17 e 18 de junho de 2026 em 139 municípios; margem de erro de 2 pontos percentuais, nível de confiança de 95%; pesquisa custeada pelo próprio instituto e registrada no TSE sob o número BR-09956/2026.

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