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TST condena Ortobom por discriminação de gênero em cargos de gestão

Empresa deverá pagar R$ 300 mil por danos morais coletivos após exclusão de mulheres em posições de gerência na unidade de Arapongas.

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Foto: InfoMoney
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22/06 às 14:04

Pontos principais

  • A 3ª Turma do TST manteve, por unanimidade, a condenação da Ortobom por discriminação de gênero.
  • Em 2022, a unidade da empresa em Arapongas possuía 24 cargos de gestão ocupados exclusivamente por homens.
  • A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho após constatação da disparidade.
  • O ministro relator, Alberto Balazeiro, afirmou que a empresa não apresentou justificativa plausível para a ausência de mulheres.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou a Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos devido à ausência de mulheres em cargos de liderança na unidade de Arapongas, no Paraná. A decisão da 3ª Turma, tomada por unanimidade, confirmou que, em 2022, a totalidade das 22 gerências e duas subgerências da fábrica era ocupada por homens. O processo, iniciado pelo Ministério Público do Trabalho, apontou a prática como uma violação aos princípios de igualdade no ambiente profissional. O ministro relator, Alberto Balazeiro, destacou que a empresa falhou em apresentar justificativas plausíveis para a exclusão feminina, reforçando a necessidade de políticas de diversidade e equidade nas estruturas corporativas. Até o momento, a Ortobom não se manifestou publicamente sobre a decisão judicial.

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