O advogado de extrema direita venceu o segundo turno com 49,65% dos votos, encerrando o ciclo de esquerda e sinalizando uma guinada conservadora no país.
O advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia após conquistar 49,65% dos votos no segundo turno, superando o senador progressista Iván Cepeda, que obteve 48,7%. A margem estreita de menos de 250 mil votos consolidou a vitória do candidato, que se apresenta como um 'outsider' na política nacional, visto que nunca ocupou cargos públicos anteriormente. O resultado encerra o ciclo de governo de esquerda liderado por Gustavo Petro e sinaliza uma guinada conservadora na política externa de Bogotá. Com dupla nacionalidade colombiana e americana, De la Espriella contou com o apoio explícito do presidente Donald Trump durante a corrida eleitoral, que focou em promessas de 'mão dura' contra o crime organizado e reformas econômicas liberais.
Apesar da vitória, o clima pós-eleitoral permanece sob análise. Enquanto o candidato derrotado, Iván Cepeda, declarou que aguardará os desdobramentos oficiais após a apuração de 99% das urnas e chegou a mencionar a existência de irregularidades, a Registradoria Nacional destacou a alta participação eleitoral e a implementação de medidas rigorosas de segurança. O sistema eleitoral colombiano recebeu o aval de observadores da União Europeia, que atestaram a robustez e a transparência do pleito. O atual mandatário, Gustavo Petro, adotou um tom de cautela, declarando que o resultado oficial depende do escrutínio final, em um processo marcado por alta polarização.
Com esta vitória, a Colômbia se junta a uma tendência regional de ascensão de governos de ultradireita na América Latina, movimento já registrado em países como Argentina, Equador, Chile e El Salvador. Em seu discurso, o novo presidente reafirmou que sua gestão terá como prioridade o combate intensivo a cartéis e grupos guerrilheiros que atuam no território colombiano, em contraste direto com a agenda de reformas sociais defendida por Cepeda. A transição de poder aguarda agora a confirmação definitiva dos dados para definir os próximos passos da administração que promete reformar a estrutura do Estado.
SCMP - World • 21 jun, 20:54
InfoMoney • 21 jun, 21:00
The Guardian World • 21 jun, 19:51
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